Sociedade brasileira precisar seguir na luta pelo restabelecimento da soberania do voto popular, diz Líder do PT

Sociedade brasileira precisar seguir na luta pelo restabelecimento da soberania do voto popular, diz Líder do PT

Hoje, seis meses após a destituição da presidente legítima Dilma Rousseff e a posse de Michel Temer, legiões de estudantes ocupam milhares de escolas e universidades em todo o País, em reação à questionável reforma do ensino prevista na MP 746 e à PEC 241 (agora 55 no Senado) que corta recursos das áreas de educação, saúde e assistência social nos próximos 20 anos. São seis meses de golpe, com a marca do desrespeito à vontade popular expressada nas urnas, retirada de direitos e repressão a estudantes que se opõem às medidas do governo.

Mas o golpe não para aí. O governo Temer acaba de anunciar o corte e a suspensão de benefícios do Bolsa Família, prejudicando 1,1 milhão de famílias. Numa mesma semana em que se divulga farra com o uso de aviões da FAB e de cartões corporativos pelos ministros de Temer. Está claro que governo quer que os pobres paguem a conta do ajuste fiscal, enquanto ficam intocáveis os interesses dos mais ricos e dos membros do governo golpista.

A repressão aos movimentos estudantis que ocupam escolas, ao MST e a outros movimentos sociais que resistem às medidas antipopulares— um direito fundamental da democracia — caracteriza o autoritarismo do atual governo e o regime de exceção que se instala no País. A população já contrasta os 180 dias de Temer com os 13 anos e meio de Lula e Dilma, ao longo dos quais democracia e acesso a direitos se destacaram.

Vivemos uma sucessão de retrocessos jamais vistos em nossa história. Sem legitimidade, tenta-se implementar uma agenda de conteúdo entreguista, privatista e 100% contrária aos direitos do povo brasileiro, retirando direitos trabalhistas e toda a proteção social. Quer-se entregar aos estrangeiros o pré-sal, fonte de riqueza para impulsionar nosso desenvolvimento.

Nos últimos 13 anos, transformamos positivamente a vida do povo brasileiro. Com Lula e Dilma, invertemos prioridades, houve distribuição de renda, acesso à educação, à moradia, à atenção médica e social. Ampliamos as oportunidades, enfrentamos as desigualdades sociais e regionais.

Cabe ao PT, aos partidos de oposição e às forças democráticas lutar para manter as conquistas, a democracia e os direitos do povo brasileiro. A Bancada do PT seguirá atuando firmemente, no Congresso Nacional, para evitar a aprovação de matérias contrárias aos interesses nacionais e populares.

Vamos lutar contra a reforma da Previdência e contra a PEC 241/ agora 55 no Senado. A sociedade brasileira precisar seguir na luta pelo restabelecimento da soberania do voto popular que devolva ao Brasil um governo legítimo.

Afonso Florence (BA)– líder da Bancada do PT na Câmara

Foto: Gustavo Bezerra/PTnaCâmara

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